Birras

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Birras, como Lidar com Elas?

Todos nós estamos expostos a problemas de comportamentos, quer das pessoas que nos rodeiam, quer de nós mesmos. Acontece por vezes perder o controle e apresentar condutas agressivas, descargas emocionais incontroláveis, comportamentos inadequados, mas estes estados são passageiros e por nós justificáveis. Devido as suas características as pessoas autistas tem maior probabilidade de manifestarem tais comportamentos.

Por vezes falta-lhes meios de comunicação eficazes para explicaram o que desejam; aquilo de que sofrem ou aquilo que querem evitar. Como é possível dizer aos outros que se tem fome, quando não se fala e se esta num lugar onde não há nada de comestível que se possa apontar o dedo? Como é possível dizer aos outros que o ruído o incomoda, quando a única forma de falar é repetir as frases dos outros? Por outro lado, as pessoas autistas não reagem bem às mudanças, são consideradas verdadeiras rupturas, acorrentando imensa ansiedade; apresentam dificuldades nas relações sociais (as mímicas são incompreensíveis e as intenções dos outros imprevisíveis). Para além disso, as pessoas autistas têm dificuldade em imaginar aquilo que os outros sentem e têm dificuldade em exprimir adequadamente os seus sentimentos. São sensíveis a estímulos sensoriais, tais como ruídos, texturas etc.) e desenvolvem interesses por assuntos peculiares, Tais como: itinerários de comboios, números, desenhos animados, etc.)

Os seus problemas de comportamentos são a expressão das suas dificuldades, dos seus medos e das suas necessidades.

De forma geral, as pessoas autistas não podem reagir como nós, quando é necessário encontrar uma solução para os seus problemas, despoletando em comportamentos menos desadequados, as chamadas “birras”. Cabe às pessoas que os rodeiam descodificar as suas mensagens.

Perante um comportamento desadequado deve-se observar e avaliar a situação em que ocorreu o problema, como os estímulos que cercam a criança (luzes, sons ou imprevistos desagradáveis) que a levaram a perder o controle. As acções não foram premeditadas, são apenas a reacção a algo que os incomoda a ponto de se descontrolarem.

Como ajudar a controlar a crise:

– A primeira coisa a fazer é MANTER A CALMA. A criança não entende o que se está a passar nem porque se descontrolou.

– Fale-lhe baixinho num tom suave, repetindo sempre uma palavra (calma, ou mãos para baixo) adequada a cada situação, pode ainda fazer isto a cantar uma melodia que lhe agrade ou falar-lhe de coisas de que ele goste mas sempre numa voz calma e suave.

– Se a criança gostar de um determinado ritmo, também pode dar-lho tocando-lhe de leve e repetidamente num ombro, pois esse ritmo é algo que ele conhece bem e deve acalmá-lo.

– A criança não entende porque está “zangado” e se for tratado com agressividade, ele irá reflectir essa mesma atitude. Não se zangue, mostre-lhe afecto.

Por Susete Matias (Psicóloga APPDA– V)


One Comment

  1. Bon dia,
    Tenho um filho autista (diferente) com quase 32 anos muitos anos de franca, e agora de regresso a portugal.
    Onde se encontra na instituição APPACDM COVILHÃ, muito bem aceite e gosta muito de ir para a instituição, que não era o mesmo caso en franca, embora ele não fale, mas vemos no seu compotamento, que tudo vai pelo melhor.
    jose freire

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